
A médica alergologista Maria de Fátima Fernandes dá dicas de como o convívio de um cão e uma pessoa alérgica pode ser saudável.
Ao contrário do que se imagina, a presença do cão na vida de uma criança alérgica pode ser positiva e não precisa ser evitada. "O que se recomendava era o afastamento de uma pessoa com alergia do convívio com um cachorro. Hoje, estudos mostram que isso não é mais necessário, pelo contrário, pode estimular o organismo a se defender de outras alergias", disse a médica Maria de Fátia Fernandes, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai).
Teoria da Higiene
Maria de Fátima disse ao G1 que os cães podem ajudar a reduzir os casos de alergia. "Os trabalhos mais recentes mostram que, se a criança (alérgia ou com potencial de ser alérgica) tive contato com animal doméstico, terá chance de desenvolver menos alergia. Isso se explica pelas bactérias que os cães deixam no ambiente, que não provocam doenças aos humanos, mas estimulam positivamente o sistema imunológico."
Cuidados e efeito psicológico
Se a criança for alérgica ao ácaro, por exemplo, o cuidado será apenas o de se evitar que o pelo do animal armazene os ácaros. "Existe um balanço entre a parte do sistema imunológico que produz alergia e a que produz imunidade. A alergia é uma reação exagerada do organismo", afirmou Maria de Fátima.
As crianças com predisposição a ter alguma alergia, podem diminuir a incidência de doenças alérgicas em contato com animais de estimação, como o cão, ainda quando bebês. "São estudos ainda em andamento, mas que levam para essa conclusão", disse a médica alergologista.
A presença do cachorro na vida de uma criança pode desenvolver uma estabilidade emocional. "Isso é positivo, pois o fator psicológico é um agravante do quadro de alergia. Se a criança estiver desequilibrada psicologicamente poderá ter mais crises alérgicas", afirmou Maria de Fátima.
Fonte: g1.globo.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário